quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

Cúmplice



Sou cúmplice do seu refrão
Cúmplice das suas tramas e dos seus crimes
Fecho os olhos e me equilibro na corda-bamba da sua inconstância
Confiança de trapezista sem rede de proteção


Só não sei sambar no seu compasso e por um passo errado ou um beijo mal dado, perco os braços, escorrego no ar e desabo no chão.




-Fev.2015-

sábado, 7 de fevereiro de 2015

Mosntruosidades

Seu querer é inconstante.

Você me abraça, me esmaga, me acaricia e me faz sentir a pessoa mais amada e desejada do mundo.
Mas se não quer, você sabe muito bem como ser cruel. Me beija e me bate, na mesma medida.

Quando decide brigar, nada te segura. Se veste de fera e não só mostra os dentes, como também morde, mastiga e joga fora. Você invoca uma raiva e uma ira que surge com uma intensidade tamanha, maior até que seu próprio ser e nem sempre há motivo para tanto alvoroço.

De repente, seus olhos viram vermelhos e da boca cospe labaredas de fogo. Você não perdoa e assume uma culpa que nem existe. Perde a razão, o controle, esbraveja e amaldiçoa. A tempestade não passa e não há nem nuvens suficientes no céu pra justificar tantos raios.

Qualquer coisa dita pode e vai ser usada contra mim. Sou condenada á forca do seu crime e no seu tribunal, até o júri se cala com medo de qualquer afirmação que você considere "desnecessária".

Quem sou eu pra enfrentar a fera? Apenas me calo, balanço a cabeça e espero a tempestade cessar, pra então me desculpar dos seus crimes e tentar encontrar a mulher que eu amo dentro do corpo desse monstro de garras afiadas.



-Fev.2015-